Comunicar é o futuro

Atualizado: 20 de Dez de 2019



SEJA A MUDANÇA CRIATIVA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO

Desde logo, eu digo que eu não tenho as respostas para essas questões e acho que ninguém aqui tem. O importante é a gente se manter conectado, sintonizado, não só ao que está do lado de fora… mas principalmente ao que lateja do lado de dentro.

"Uma nova era traz novas necessidades, novos problemas, novos anseios, novos negócios. Uma nova era não tem fórmula, não tem estrada, nem mapa. Uma nova era tem oportunidades e riscos.


Muitos riscos, a gente tem que se acostumar com eles.”

Beia Carvalho, Consultora de Negócios 5 Years From Now

E que NOVA ERA é essa? A era da inteligência em rede. Era da tecnologia, era da informação, cognição digital. ERA HÍBRIDA - humano e tecnológico vão existir.


As transformações sociais, culturais e tecnológicas que temos vivido nos últimos anos tem revolucionado não só o nosso dia a dia, mas, essencialmente, os modelos de negócios de toda a indústria, as relações de trabalho e as nossas perspectivas de futuro.


E qual impacto disso? MERCADO DE TRABALHO

Isso porque a ascensão de algoritmos, softwares e máquinas, da automação e do uso cada vez mais expressivo da inteligência artificial são uma ameaça para muitas atividades que hoje nós, humanos, desempenhamos, colocando à prova muitas profissões e muitas habilidades que, por muito tempo, consideramos insubstituíveis dentro do mercado de trabalho.


MERCADO DE TRABALHO

MEDICINA

A IstoÉ de setembro/2018 fez uma matéria sobre a maior rede de laboratórios de diagnósticos de imagem do Brasil fechou uma parceria com a Arterys, uma start-up do Vale do Silício que, no ano passado, lançou a primeira plataforma de análise de imagens de ressonâncias magnéticas do mundo.

Essa plataforma de AI inovadora consegue em apenas 15 segundos executar análises de exames de pacientes que hoje um médico precisa de 45 minutos para concluir.

Em 2016, matéria da Science Translational Medicine apontou que os pesquisadores do Centro Nacional de Medicina da Criança - Children’s National Medical Center’s (CNMC) - nos EUA criaram um sistema robotizado STAR - Smart Tissue Autonomous Robot) que conseguiu realizar uma cirurgia experimental complexa de retirada de uma tumor sem qualquer intervenção humana.

DIREITO

As nuvens tecnológicas também tem trazido tempestades para o mundo dos advogados, que tem na sua essência muitas tarefas de análise e revisão de documentos.

A JP Morgan Chase & Company, maior banco dos EUA e um dos maiores empregadores do sistema financeiro americano anunciou, no meio do ano passado, ter implementado um sistema de Machine Learning que analisa, em segundos, ofertas financeiras e cláusulas de contratos de empréstimo que, antes da implementado do projeto, consumiam 360.000 horas de trabalho todos os anos de advogados e agentes financeiros.  

O software, segundo eles, ainda é menos propenso a erros e nunca pede férias.

Isso no mundo das profissões mais tradicionais do mundo.

americano já estão usando softwares para escanear documentos oficiais e analisar sua relevância. Kira Systems, pro exemplo, é capaz de economizar as horas de trabalho de um advogado na preparação de contratos em 20 a 60%.

Outro programa, chamado COIN - Contract Intelligence tem sido usado para análise de ofertas financeiras e interpretação de cláusulas de contratos de empréstimo que, até junho, quanto o projeto foi implementado, consumiam 360.000 horas de trabalho todo ano de advogados e agentes de crédito. O software revisa os documentos em segundos, é menos propenso a erros e nunca pede férias.

Esses algoritmos certamente serão aperfeiçoados, contribuindo para a disseminação da importância do autoconhecimento em relação ao vestir, mas, por outro, lado, trazendo desafios à nossa profissão.

Ainda que as projeções sejam de que existam empregos suficientes em 2030, a transição será bastante desafiadora, superando a escala de mudanças que vivemos no passado na  agricultura e na manufatura nas primeiras ondas da revolução industrial


The McKinsey Global Institute

há 1 ano publicou um relatório apontando que

Embora menos de 5% das profissões esteja em risco de ser totalmente automatizada, no caso de 60% das profissões, ao menos 1/3 das atividades podem ser automatizadas, implicando transformações substanciais no ambiente de trabalho.

Estimam que, de 15% a 30% das horas trabalhadas hoje no mundo podem vir a ser automatizadas até 2030, o que pode impactar, na prática, a vida de 400 a 800 milhões de pessoas no mundo, que podem vir a ser dispensadas dos seus trabalhos.

Dessas, de 75 a 375 milhões podem precisar de mudar de ocupação e aprender novas habilidades, para que permaneçam no mercado, em novos trabalhos.

Além do que aproximadamente 8-9% da forca de trabalho de 2030 (2,66bi) estará em novas ocupações.

Obviamente que esses dados a dependem do ritmo da adoção de tecnologias e ferramentas de AI e isso vai variar de país/país, tendo em vista o nível de desenvolvimento, o perfil da indústria e do mercado de trabalho, os níveis de investimento em tecnologia e automação.

Ou seja, quanto mais rápido a tecnologia avançar, maior será o desafio. (cenário médio prazo)

(Cenário longo prazo)

65% dos jovens estudantes de hoje vão trabalhar em profissões que ainda não existem (Man Power)

Mesma conclusão chegou a um estudo de 2017 da University of Oxford Department of Engineering Science, que estima que 47% dos trabalhos atuais sofrem risco de serem automatizados a próxima década.


MERCADO DE CONSUMO

No âmbito do mercado de consumo, o âmago dessas transformações está relacionada com a revolução dos meios de comunicação e, com ela, o surgimento de demandas cada vez mais específicas e personalizadas, que tem exigido dos profissionais de todas as áreas a constante necessidade de mudança das suas estratégias de atuação.

Revolução da comunicação

Massificação da internet

Crescimento das redes sociais

Facilidade de acesso a produtos e serviços (e-commerce)

Facilidade de partilhar

DIVERSIDADE

Transformação das demandas de consumo

Customização dos produtos

Preocupação com personalização e humanização dos serviços

TOP OF MIND (Folha/2018)

As marcas que questionaram o modelo tradicional de atendimento tiveram sucesso e conquistaram o consumidor, quando colocaram na mão dele o controle do serviço (Uber, Netflix, Airbnb, Spotify) e, mais do que isso, personalizaram a experiência dos clientes usando dados de maneira inteligente e customizada, entregando soluções alinhadas ao pensamento “Mobile First”.

A gente sabe que, no cenário atual, se a experiência do cliente não for fácil, rápida e personalizada, não funciona.

Urgência da reflexão sobre as competências que serão necessárias ao profissional da área como condição para a sua subsistência nesse ecossistema cada dia mais digital e automatizado.


COMO LIDAR COM ESSES PROBLEMAS?

ALINHAR-SE ÀS HABILIDADES DO FUTURO segurar o mercado da automatização (mais do mesmo vai ser substituído pro algoritmos) - igual

1) Adaptabilidade

Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.

Darwin

O futuro trará desafios sobre problemas que nunca vimos em um mundo que nunca experimentamos e no qual as mudanças tendem a ser exponenciais, dada a velocidade da tecnologia.

Um mundo em que as mudanças acontecem exponencialmente não há como estar preparado a todo tempo - importante é que a gente aprenda a aprender!

Entender o novo mundo, as novas gerações.

Ser resiliente e adaptável às mudanças que se apresentam em velocidade vertiginosa.

Mindset flexível  (mentalidade elástica) para olhar fora da caixa, enxergar o panorama global e ter uma leitura atual do mundo, em suas diversas facetas, não só para criar novas soluções, mas tb para vislumbrar oportunidades de atuação.

Acompanhar os progressos das tecnologias e dos recursos, plataformas, aplicativos e devices que surgirão nos próximos anos, para se manter atualizado no mercado de trabalho e agregar essas ferramentas na entrega aos clientes.

SMAC (social, mobile, analytics and cloud)

2) Pensamento crítico

Analisar várias situações, considerando as múltiplas soluções possíveis e tomando decisões rápidas e certeiras por meio da lógica e do raciocínio. Nesse ponto, ainda que a tecnologia possa automatizar muitas funções que desempenhamos hoje, provavelmente não confiaremos nelas para delegar esse pensamento crítico para nós.

Tudo que for ordenado, repetitivo, não precisará do homem.

A gente vai precisar do homem pra pensar.

3) Inteligência emocional

collaboration

Habilidade de lidar com pessoas, de comunicação interpessoal, de entrar em contato com sentimentos, ter empatia, escuta ativa.

Entender a diversidade - fugir dos iguais - consegue resolver os problemas

Conviver com o diverso.

Quando ficamos presos no passado ou em nossa rotina diária, só vemos as mesmas velhas coisas que todo mundo está vendo e quando todos estão pensando igual, ninguém está pensando muito.

4) CRIATIVIDADE

Quanto mais criativa a função, menos provável que uma máquina consiga nos substituir para criar conteúdo original, pensar fora da casa e ser abstrata.

Conhecimento interdisciplinar - capacidade de coletar informações de outros campos a e áreas, para traçar soluções criativas para os problemas futuros.

Ler o máximo que puder sobre muitos assuntos e tudo que nos interessa.

Profissões que se apoiam no pensamento criativo, que enfatizem empatia e comunicação interpessoal são as que terão alguma proteção nessa avalanche de mudanças. São habilidades que maquinas não conseguem facilmente replicar, como criatividade, pensamento critico, inteligência emocional, adaptabilidade e colaboração.

BEIA CARVALHO - FUTURAR PARA FATURAR!!! compartilhamento, colaboração, longevidade, cognição

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