O DILEMA DO ONÍVORO de Michael Pollan.

Atualizado: 20 de Dez de 2019



Somos o que comemos ou comemos o que somos?


Olá queridos bibliófilos e queridas bibliófilas! Bem vindas a mais um episódio de Ler É Verbo, seu canal de escrita e leituras. Hoje vamos falar de um livro que nunca vai deixar de ser imporntate: O DILEMA DO ONÍVORO de Michael Pollan.


Antes de degustarmos o tema, queria pedir para você se inscrever no canal, assim não perde nenhuma atualização. E para aprofundar o assunto, convido-o a escutar o podcast LER É VERBO, lá com mais conteúdo do que aqui.


Bem, o livro vai ser sempre atual, pois o dilema do que comer sempre estará em pauta. Agora sinto que ele voltou com um pouco mais de força por conta de um documentário que está na NETFLIX chamado A DIETA DOS GLADIADORES, que fala dos benefícios do veganismo em relação à outras dietas.


Eu posso falar! Eu tenho propriedade sobre o assunto, pois fui vegetariano durante 12 anos da minha vida. 12 anos sem comer nada de carne bovina, suína, ovina ou equina. Só comia peixe. O porquê da decisão de voltar a comer carne, posso relatar em outro vídeo, agora não é o foco. O foco é no dilema do onívoro. Mas para começarmos, o que é onívoro?


Onívoro é o animal que se alimenta de carne e de vegetal, ou seja, nós, seres humanos, os ratos e as baratas. Não vou entrar na discussão do trato intestinal ou no processamento adequado dessas categorias de alimento. O fato é, se comermos um pedaço de carne, ou se comermos vegetais, não morremos.


O que devemos comer no almoço? Este livro é uma resposta longa e um tanto complexa para essa pergunta aparentemente simples. Ao longo do caminho, ele também tenta compreender como pôde uma questão tão simples ter-se tornado tão complicada. Nossa cultura parece ter chegado a um ponto em que qualquer bom-senso nacional a respeito de alimentação que um dia possamos ter tido foi substituído pela confusão e pela ansiedade. De algum modo, essa atividade das mais elementares – decidir o que comer – veio a exigir, numa medida impressionante, a ajuda de especialistas. Como chegamos ao ponto de precisar de jornalistas investigativos para nos dizer de onde vem a nossa comida e de nutricionistas para determinar o cardápio do nosso jantar?

O que o autor faz? Ele divide o livro em três capítulos e parte em resposta a esta pergunta, o que comer? O Capítulo 1 é chamado de INDUSTRIAL, ele vai mostrar como a indústria do milho alimenta o homem de várias formas, direta e indiretamente. São quilômetros e mais quilômetros de plantações. Se algum alienígena descer na terra em uma dessas fazendas, vai achar que o milho é o senhor do planeta e que os homens são seus escravos. O amido de milho produz o xarope de milho que é usado extensivamente na industria para adoçar as coisas, pois ele possui uma grande quantidade de maltose. E não só isso, o milho produz mais de 150 alimentos para o homem:


Pós para sobremesas, panificação, misturas preparadas para bolos e outras, fermento em pó, alimentos infantis, produtos cárneos, mostardas, sopas, massas alimentícias, produtos farmacêuticos, processos de fermentação, papel, papelão ondulado, tecelagem, mineração, explosivos, adesivos, giz, cosméticos, produtos de limpeza, recuperação industrial da água Amidos modificados Balas de goma, bebidas, alimentos instantâneos, alimentos infantis, alimentos pré-cozidos congelados, veículos para aromas e corantes, molhos, fitas gomadas, tecelagem, Dextrina Adesivos, lixas, papéis abrasivos, estampagem de tecidos, sacos de papel multifoliado, cartonagem, mineração Xaropes de glicose e maltose Balas duras, balas mastigáveis, gomas de mascar, doces, creme e suco de frutas, geleias e compotas, coberturas, produtos cárneos e embutidos, misturas preparadas (bolos, alimentos infantis, pós para pudins), xaropes, sorvetes, cervejas, refrigerantes, molhos, bebidas alcoólicas, alimentos matinais, panificação, molhos, produtos farmacêuticos Liquor de milho Antibióticos, produtos farmacêuticos, enzimas, produtos de fermentação, ração animal Gérmen, glúten e fibras. Formulação de rações. Canjicas Pipoca doce, alimentos matinais (corn flakes), farinha biju, bebidas alcoólicas Canjiquinhas Salgadinhos (snacks) Grits Cervejarias, salgadinhos (snacks), mineração, extrusados para a substituição de isopor Farinhas e fubás Alimentos infantis, colorífico, panificação, misturas preparadas para bolo, biscoitos e massas alimentícias, tecelagem, explosivos, indústrias de ração animal Farinha de milho pré-gelatinizada Alimentos instantâneos, fertilizantes, perfuração de poços de petróleo, fundição, indústria de ração animal Flocos de milho e farinhas de milho pré-cozidas Sopas, biscoitos, indústrias de ração animal Farelos de milho e de gérmen desengordurado Ração animal


Mas isso não é nada, porque a maior parte da produção de milho é destinado a ração animal. A vaca e a galinha industriais comem, basicamente, milho. Ou seja, nós, humanos, estamos comendo milho em diversas formas. E como você pode imaginar isso não pode ser bom nem pra gente, nem pro planeta. E ele continua no capítulo descrevendo os horrores dessa industria. A palavra é essa... horrores. Mas muitos argumentam, há, se não fosse assim, não seria possível alimentar a maior parte da população do planeta. Mais ou menos.


O segundo capítulo ele chama de CAPIM. Ele vai falar do império orgânico. Da carne orgânica que se alimenta de capim, da terra e dos animais como organismos vivos, do abatedouro de vidro, onde você pode ver o que acontece, da produção local dos ingredientes e da fuga do milho e do mercado.


O terceiro e último capítulo ele parte para a FLORESTA. Vai falar dos cogumelos, do que a natureza nos oferece de forma bruta e da caça.


O que ele nos mostra é que existem dois extremos: o da industria e o da floresta. Um por ser muito manufaturado e outro por ser muito cru. E chega a conclusão de que o caminho orgânico é o melhor. É a forma de cultivo do pequeno produtor, que respeita o que a terra do local oferece, que se preocupa com a qualidade do seu rebanho, que cria relações com a comunidade em que vive.


E a grande conclusão do livro, que eu levo para a vida, e para todos os amigos que assistiram ao documentário da NETFLIX é: é menos importante o que você come, do que a qualidade do alimento que você come. Por sermos onívoros, podemos comer de tudo. Então não é comer carne ou vegetais que vai fazer a diferença. A diferença é feita na qualidade da carne e na qualidade dos vegetais que se ingere.


E aí, gostaram do livro? Tema muito interessante né? Se quiser adquirir o seu, e sugiro que o faça, segue o link na descrição!


Lembre-se de se inscrever no canal, pois assim você não perde nenhuma atualização! E ouça a continuação desta conversa em nosso podcast LER É VERBO!


Muito obrigado, um grande abraço, boa sorte e VALEU!

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