Uma palavra que mata a criatividade.

Você vai casar e quer muito aprender a dançar valsa. Está tendo aulas de dança por uma semana. Um dia antes do grande dia, no ensaio, seu noivo chega para você e fala sorrindo “É… eu acho que alguém simplesmente não nasceu para dançar.


Há dias você preparando a apresentação de um grande trabalho. Chega o dia da reunião, todos estão com pressa, olhando o celular. Você começa a falar e seu chefe interrompe: “Beleza, alguém aí tem alguma boa ideia?”


VERGONHA é o assassino secreto da inovação e da criatividade. As emoções e as ideias estão sempre inter-relacionadas. Quanto mais você se distrai com pensamentos de vergonha, menos liberdade e mais difícil se torna seu processo criativo.



Queridos criativos e queridas criativas! Bem-vindos ao quarto episódio da série A JORNADA DO ARTISTA! Caso você não tenha lido os outros posts, não perca tempo! Veja aqui em nosso blog


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A criatividade requer coragem. Coragem de se expor, de enfrentar riscos, de receber críticas. A melhoria de um ofício requer perseverança. Se você algum dia quer ficar bom em alguma coisa, você precisa continuar criando e se expondo. Não tem outro jeito.


Mas algumas vezes a VERGONHA nos impede de continuar. A vergonha pode ser algo bom, sim, mas nem sempre. Algumas vezes a vergonha é temporária. Isso acontece quando as críticas são boas e bem rcebidas. Quando você possui a ferramenta da AUTOPROTEÇÃO você consegue fazer uma reflexão crítica do seu trabalho. Porque, às vezes, você sabe que seu poema ainda não está bom, que sua dança precisa de treino, que seu canto ou seu projeto precisam de mais trabalho, mas você aceita se expor para receber um Feedback, pois sabe que vai continuar melhorando.


Lembre-se que, para ser um artista bom, você precisa estar disposto a ser um artista ruim primeiro.

Dê a si mesmo permissão para ser um iniciante. Ao se permitir ser ruim, você passa a ter a chance de ser um artista e, talvez, com o tempo, se tornar muito bom. "Mas quanto tempo isso vai levar?" Algumas pessoas perguntam. Ou perguntam assim: “Você sabe qual será a minha idade quando eu chegar ao ponto de realmente tocar / atuar / pintar / escrever algo decente?” E digo: Sim, eu sei. Vai ser a mesma idade que você terá se não tentar.


Por outro lado a vergonha pode trazer uma mortificação da criatividade e quando isso ocorre, ela não é tão inofensiva assim. Já ouviu pessoas dizendo:

  • Nunca vou conseguir cantar;

  • Não nasci para dançar;

  • Não tenho ritmo para batucar;

  • Não sei combinar cores para pintar;

  • Nunca vou aprender este ofício;

  • Não tenho nada a dizer,

  • Não consigo inovar.


Segundo o Dr. Beghetto, psicólogo especialista em criatividade e artes, a vergonha traz:

"A perda da disposição de alguém de buscar uma aspiração criativa específica após um resultado negativo de desempenho".

Como por exemplo se alguém que você gosta muito disser que sua arte é péssima, então você para de seguir uma carreira nas artes PARA SEMPRE! Para sempre é muito tempo! Tudo é treinável, melhorável, praticável. TUDO! Não existe artista talentoso. Existe aquele que começou e nunca parou.


Ninguém está argumentando que devemos parar de dar feedback aos outros por medo de destruir seus sonhos. Feedback e crítica são partes vitais do processo criativo. Mas as pessoas precisam estar mais concientes na hora de dar o Feedback e, quem recebe, precisa estar mais preparado, pois é parte do processo de crescimento e aprendizagem as críticas.


Então qual o solução para superar a vergonha e começar a criar?


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A vergonha nasce no cérebro e embota nosso coração criativo. Então devemos começar por aí. Temos que criar um ambiente favorável à criação e à expressão. Porque a verdadeira criação nasce da nossa vulnerabilidade, o momento em que expomos as ideias mais brutas estamos em uma casa de vidro. Precisamos de acolhimento dessas ideias e de oportunidade para expressar-las.


O artista precisa de espaço, de uma comunidade que aceite seus erros, que veja seu potencial em desenvolvimento e não julgue precocemente seu trabalho. O artista também requer um senso crítico para saber se precisa se esforçar mais, praticar mais, treinar mais, pois só assim será capaz de criar melhor.


Então se você quer ver seu trabalho crescer, não foque somente no resultado imediato. A criatividade precisa de tempo, pois é um crescimento espiritual. Ache uma comunidade de pessoas, um mentor, um amigo que entenda sua situação e comece a se abrir. Pois para superar a vergonha você tem que se abrir. Você tem que ver no mundo a realização do seu trabalho, mesmo que esquisito ainda. Você vai descobrir, mesmo nos pequenos progressos que fizer, uma alegria e uma liberdade que vão aquecer seu coração e renovar sua alma.


What one does is what counts and not what one had the intention of doing. Pablo Picasso.

Então, resumindo, um dos principais problemas é a auto-estima: ser julgado, ficar envergonhado por uma ideia medíocre, um crítico interno muito duro e por aí vai. Eu tenho algo a dizer: Confie no processo criativo e acredite no poder da imaginação. Confie em você. Dê uma chance. A sua própria criação é uma forma de auto-estima. É um espelho do que você é. E ao se ver no espelho, você pode estranhar no início, mas vai perceber o quão lindo é o seu ser e não vai ter mais vergonha dele, pois você ficará orgulhoso da sua criação. Então confie no processo e confie por um tempo. Mas confie de corpo, alma e coração. Se joga, que a rede vai aparecer.



Como vocês sabem a JORNADA DO ARTISTA virou um curso completo sobre criatividade na Udemy. E se você acha que chegou a hora de percorrer esse caminho, pegue aqui seu cupom de desconto e se inscreva no curso. Para quem deseja mais conteúdo gratuito sobre criar e inovar, basta acompanhar o canal, pelo YouTube ou Podcast.


Um grande abraço, boa sorte e até a próxima! Valeu!

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